Soneto do Mar e das Pedras

Soneto do Mar e das Pedras

Soneto do Mar e das Pedras

João Carlos Hey

O mar de encontro às pedras enraivece,
Não desiste e acomete tantas vezes.
Seu murmúrio nem sempre é uma prece,
Pode ser o troar da ira dos deuses.

Meu amor por você não arrefece:
Passam os dias, vão-se embora os meses,
E o desejo de tê-la também cresce,
Tal maré a zombar dos meus reveses.

Sou o mar e você é uma rocha,
Que resiste e jamais altera a sorte
E da minha insistência, atroz, debocha.

Assim como o mar, eu nunca desisto,
Pois talvez antes que me leve a morte,
O seu orgulho não seja mais visto.

Sobre o Autor:

João Carlos Hey
O autor nasceu e vive em Curitiba, estado do Paraná, Brasil.
Veio ao mundo em junho de 1949 e ganhou o pão como economista.
Ao se aposentar, cansado da aridez dos textos técnicos, passou a contar
em prosa e versos histórias que viveu ou ouviu. E outras que ele inventa.
Anúncios

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.