E-BOOKS E A NATURAL EXTINÇÃO DO PAPEL

E-Books e a Natural Extinção do Papel

Uma Opinião Sobre

e-Books e a Natural Extinção do Papel

Lucas Alves Serjento

O e-book é inimigo natural do papel. Eventualmente não existirá motivo para carregar livros de papel. E esse é somente o começo.

O que vemos hoje em dia, com pessoas que dizem precisar do papel ou preferir a sensação de ter o livro na mão, será lentamente substituído por uma geração de pessoas que sequer saberá identificar o cheiro de um livro novo. Isso é ruim? Depende do ponto de vista. Eu não sinto saudades de andar de charrete ou do cheiro de canetão em uma apresentação feita à base de cartolina justamente porque não pertenço à geração que viu essas coisas acontecendo. Eu uso carros e vejo apresentações em powerpoint e é a isso que estou ligado. É disso que sentirei falta quando ambas as coisas forem substituídas.

Ninguém pode sentir falta daquilo que desconhece e geralmente o que causa a extinção de uma determinada mídia ou de um formato de comunicação é a praticidade do novo formato. Por isso esse artigo existe. Porque é difícil compreender como alguém alega que as mídias de papel irão sobreviver à digitalização. Caso não ocorra um apagão mundial e o status quo continue sendo o status nos próximos anos, infelizmente para os amantes de papel, a digitalização será o padrão e o papel será a exceção.

E isso porque papel ocupa espaço. Simples assim. Se alguém tivesse que decidir se mantinha um tablet ou livro na mão, muitos inclusive prefeririam o livro por sua disponibilidade não depender de coisas como vida útil da bateria, por exemplo. Porém, ao terminar de ler um livro, geralmente a pessoa não quer se livrar dele imediatamente, afinal, dinheiro foi gasto naquele bem. O afeto gerado por uma boa leitura também é algo que incomoda e justamente essa facilidade de apego e dificuldade em aceitar o descarte as pessoas gostariam de manter o livro consigo. Porém, com o tamanho das casas e apartamentos cada vez menores e o tamanho dos livros e sagas cada vez maiores, a dificuldade em encaixar uma mídia física naquela sua estante apertada é maior a cada dia.

O que fazer agora? Então eis que surge uma resposta mágica para o problema: Que tal não ter que jogar um livro fora nunca mais? Que tal poder guardar tudo o que você já leu em um aparelho com milímetros de espessura? Melhor ainda, que tal guardar tudo o que você já leu na nuvem, sem necessidade de qualquer espaço físico?

Ponto para a praticidade. Além disso, o ebook conta com outras vantagens, principalmente se armazenado na nuvem, tais como: Acesso em qualquer local, múltiplas obras à disposição durante viagens e outros afazeres, eliminação do problema de segurar o livro com uma única mão (quem lê livro de papel deitado sabe como é ruim ter que segurar um livro aberto no meio enquanto tenta manter a integridade do material que compõe a obra), etc.

Então é óbvio que a praticidade prevalece.

Engraçado como essa matéria é ainda mais simples do que eu pensei que seria. Afinal, ao colocar na ponta do meu lápis virtual, é muito óbvio o motivo do papel perder: Ele é retrógrado. Ele é espaçoso e antiprático. Problemas como armazenamento virtual, necessidade de rede para acesso à nuvem e vida útil da bateria certamente serão solucionados nos próximos anos. Além disso, mesmo sem a solução de tais problemas o mercado já cresceu exponencialmente, imagine as proporções futuras caso sejam solucionados.

Alguns reclamam de coisas como a falência de editoras, diminuição de mercados, eliminação de empregos. E essa não é uma discussão que deve ser feita contra a mídia de ebooks especificamente, mas sim em face de toda a automação. Ao aceitar a praticidade, facilidades e outras benécies do avanço tecnológico, cabe ao consumidor assumir a responsabilidade e entender que a humanidade terá de se adaptar. Afinal, as editoras estão apenas diminuindo de tamanho pela imediata desnecessidade de funcionários para áreas que estão sendo eliminadas, mas, em compensação, mais editoras emergem, mais autores são descobertos, mais obras são publicadas e divulgadas e, por fim, em decorrência ao barateamento da produção e venda, mais obras são lidas.

E, no fim, não é isso o que devemos buscar? O aumento do mercado e facilitação do acesso ao leitor?

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